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Crítica: Shin Angyo Onshi

2010-01-29 Sem Comentários
Por Shokotan

Shin Angyo Onshi

Shin Angyo Onshi é uma manhwa (comic coreano) composta pelo duo Youn In-wan e Yang Kyung-il, baseada num grupo que teve origem há 500 anos: os Shin Angyo Onshi, disfarçados e sob as ordens do imperador, passeavam pelas ruas coreanas a recolher
informações da vida social e a impor justiça. É um dos grupos mais famosos na Coreia e são alvo de inspiração para muitos filmes, séries, e, neste caso, manwha. Ainda na actualidade há um um grupo parecido com os Shin Angyo Onshi, sendo a sua única diferença não  esconderem a sua identidade… um pouco como a polícia.

História: Neste manwha, os Shin Angyo Onshi são muito parecidos com o grupo histórico de onde foram inspirados. A cidade é Jushin, um dos dos maiores territórios da Coreia, se não o maior. Na época retratada, dá-se a queda de Jushin e apenas resta um Shin Angyo Onshi. Esse, a nossa personagem principal, Munsu, vagueia pelo mundo a tentar impor a sua justiça e vingar-se da pessoa responsável pela queda de Jushin. Não é uma história que nos faça prender por ler uma simples sinopse ou uma crítica, mas juntamente com todos os elementos deste manwha torna-se fascinante ler\ver as aventuras de Munsu.

Arte: A arte é um dos grandes pontos fortes desta manwha. Já me tinham falado que este artista era sensacional. Não fiquei nem um pouco desiludido com a arte, pelo contrário, surpreendeu-me ainda mais quando li. É uma arte sem quaisquer tipos de restrições ou censuras, com muito sangue, muitos pormenores e até algumas cenas eróticas. Os cenários são todos muito ricos e dão uma noção de onde e como as personagens lutam, o ambiente e como habitam, fazendo-nos entrar cada vez mais na história. Posso dizer que é uma daquelas manwhas que valem a pena só pela arte, definitivamente.

Personagens: As personagens são outro ponto forte: a filosofia de vida de “Não podemos julgar um livro pela capa” e a natureza misteriosa de Munso, a nossa personagem principal, fazem-nos afeiçoar ao mesmo. Munso é um pouco solitário devido às traições e ao passado relacionado com a queda de Jushin. À medida que a história avança, aparece Sando, a protectora do Shin Angyo Onshi, uma personagem solitária e pouco comunicativa. Mesmo assim, as acções que esta mesma toma ao longo da história e a sua simples mentalidade de querer compreender a personagem principal, fazem com que o leitor ganhe um gosto pela sua personalidade. À medida que a manhwa decorre vão aparecendo mais e mais personagens relacionadas com Munsu e Jushin. Posso dizer que nenhuma delas me desiludiu e que cada uma tem a sua filosofia e personalidade. Os traços físicos são todos muito bons, tanto em personagens femininas como masculinas. O último ponto a referir é o vilão desta história, Aji Tae. A sua forma de pensar e ver o mundo é simplesmente de louvar. Como podem ver, o desenvolvimento das personagens é das coisas mais focadas pelo autor da obra.

Divertimento: Bem, posso dizer que li isto tudo numa maratona. Apesar dos 17 volumes e 75 capítulos, que à primeira vista parece pouco, é bastante extenso. Como a manhwa saía mensalmente, cada capítulo tem cerca de 40 a 50 páginas. Não me arrependo nada de ter lido. À medida que fui entrando na história e que lentamente se descobre o passado e se apresentam novas personagens, o leitor fica de tal forma viciado que simplesmente não consegue parar. O final não desiludiu nem um pouco, apesar de se tornar óbvio à medida que se vai lendo. De facto, este duo é de génio e pretendo ler mais coisas deles. Espero que tenham gostado de ler a crítica. É a primeira coisa que escrevo para a Anipop e espero que gostem de ler tanto como eu gostei de escrever.

Coisas e factos: Esta obra tem uma adaptação para um filme anime, que não recomendo. A adaptação é má e pode criar algumas dúvidas em se realmente deveriam ler a obra escrita. É só uma pequena recomendação que faço.

Imagem: © Youn In-wan, Yang Kyung-il, Sunday GX, Young Champ

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